
Oh! se podem coexistir, dentro de nós mesmíssimos, os indecisos do partir ou de ficar, os virtuosos a favor e contra a guerra colonial, os fundadores de uma escola inteira que se arrastava pelas praças e cafés, como um exército de folga, ou uma nobreza desocupada que se diferenciava pela ternura com que falava dos seus súbditos, a devanear por entre os muros, entremeados de filmes checos que ninguém compreendia mas tinha que explicar, (...) e então ver-se-ia quanta gente ia de falsete à ópera, para ser visto no fim da missa, para estender o bóné, a ponta da saia, lançando um olhar de soslaio, entendedor, conivente e promissor de novas óperas. (...)
maria armandina maia, dedicadamente sua, 2001
maria armandina maia, dedicadamente sua, 2001
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